Blefaroplastia com a mão de um microcirurgião
com o Dr. João Gubert
A cirurgia é de baixa complexidade e bem delicada. O que decide o resultado não é a tecnologia: é a destreza da mão do cirurgião.
Blefaroplastia é tirar o excesso de pele da pálpebra. Ponto.
A frase é dele, e é curta de propósito. O que a cirurgia faz cabe numa linha. O que ela não faz precisa ser dito antes.
O que a blefaroplastia faz
- Retira o excesso de pele da pálpebra, quase sempre só a superior
- Retira as bolsas de gordura que ficam ao redor
- Descobre o sulco da pálpebra, que o excesso cobria
- Trabalha na superfície: pele e gordura
O que ela não faz
- Não corrige a sobrancelha
- Não faz olhar puxado, e ele recusa o pedido
- Não promete simetria entre os dois lados
- Não mexe no globo ocular nem tira a musculatura
"Eu mexo no músculo, só que eu não tiro ele."
Duas histórias diferentes chegam com a mesma queixa
Sempre foi cirurgia de quem passou dos quarenta e cinco. Nos últimos anos apareceu uma segunda fila.
Às vezes quem desceu foi a sobrancelha
A queixa chega pronta: sobrou pele, o olho não abre. Só que ela descreve o incômodo, não a causa. E a ordem invertida cobra caro.
A ordem certa
Primeiro a fixação da sobrancelha. Só depois a pálpebra.
A ordem trocada
Opera a pálpebra primeiro, e o paciente volta dizendo que piorou.
Nem sempre é cirurgia
Elevar a sobrancelha às vezes se resolve sem bisturi.
Quem quer outra coisa
Ele não exclui: aponta o procedimento certo na consulta.
A blefaroplastia não corrige sobrancelha. Corrige pálpebra.
Você vai perguntar da tecnologia. A resposta é a mão.
Existe instrumental de oftalmologia e microcirurgia, e lente de aumento na mesa. Nada disso é o diferencial.
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O caminho até a pálpebra
Microcirurgia reconstrutora é o topo da reconstrução: é o que cirurgião de cabeça e pescoço, de mão e plástico buscam. É de lá que vem o viés estético.
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A mesa
Instrumental delicado, com lente de aumento. Ferramenta boa não substitui mão treinada.
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A contradição que convive
Baixa complexidade e bem delicada ao mesmo tempo. Quem usa um sem o outro descreve outra cirurgia.
Repare menos no aparelho e mais em quem segura ele.
Trinta a quarenta minutos, e um anestesista na sala
Anestesista, sempre
O único ponto que ele chama de inegociável, e não depende do tamanho do procedimento.
Local com sedação
Ambulatorial, entre trinta e quarenta minutos, com muito pouca dor depois.
A cicatriz tem endereço
Ele começa escolhendo uma marca que a pálpebra já tem. Quando precisa estender, vai no pé de galinha.
Superficial
É pele e gordura. A musculatura do olho fica, e o globo ocular não é tocado.
As complicações são ditas em voz alta
Queda da pálpebra, sangramento que pode obrigar a reoperar, alteração no movimento do olho. Ele nomeia as três antes, sem suavizar: pode acontecer, mas não é o planejado.
E o exame antes tem motivo. Olho seco e lacrimejamento são contraindicações relativas: retirar pele mexe no fechamento do olho e pode piorar quem já convive com isso.
"Se é pra preocupar, eu vou falar. Mas quando não é pra se preocupar, eu falo: fique em paz."
O ponto sai em cinco dias porque ali a pele é a mais fina
Em outras regiões o ponto sai por volta dos dez dias. Ali a cicatrização é mais rápida, e ponto retirado no tempo certo deixa menos marca.
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As primeiras horas
Compressa de água fria e cabeceira elevada para dormir. Dois travesseiros já resolvem.
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A primeira semana
Nada de esforço físico por sete a dez dias, para não mexer nos pontos. Colírio, remédio simples e óculos de sol.
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O retorno
Os pontos saem entre cinco e sete dias. A maquiagem volta quando ele olha e libera.
Dr. João Gubert
CRM-SP 222170 · RQE 119886
Formado em microcirurgia reconstrutora pela Reconstructive Microsurgery European School, da Universidade Autônoma de Barcelona. É ela que treina a mão para o trabalho pequeno, e é a mesma mão que opera a pálpebra.
"Eu não vou prometer, eu não faço artificial. Eu gosto de deixar natural."
- Cirurgião de cabeça e pescoço, não plástico
- Não opera sem anestesista no local
- Diz as complicações em voz alta, antes de operar
- Atende na Clínica O3, em São Bernardo do Campo
Onde a consulta acontece
A Clínica O3 fica no Jardim Maria Adelaide. É ali que a pálpebra é examinada, antes de qualquer decisão.
A pálpebra que te incomoda tem exame
A consulta olha a sobrancelha, testa a pele e diz com franqueza se a blefaroplastia é o caminho, se é outro procedimento, ou se ainda não é a hora.
Conteúdo informativo, que não substitui consulta, diagnóstico ou indicação individual. A blefaroplastia é um procedimento cirúrgico, com indicações, riscos e possíveis complicações. Resultados variam de pessoa para pessoa e dependem de avaliação clínica em consulta.
Clínica O3, em São Bernardo do Campo
Rua Antônio Campanha, 151, Jardim Maria Adelaide
São Bernardo do Campo/SP